Revista ABRHAGI

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Santo do Dia

23 de setembro Bem-aventurado Francisco de Paula Victor, Presbítero (1827-1905)

Nasceu no dia 12 de abril de 1827 em Campanha, Minas Gerais. Filho natural de escrava, sonhava tornar-se sacerdote, mas era um sonho proibido, pois vigorava o regime de escravidão, sobretudo dos negros. A sua aspiração encontrou apoio em Dom Antônio Ferreira Viçoso, convicto abolicionista. Começou a estudar com o pároco de Campanha e foi admitido no Seminário de Mariana. Suportou pacientemente a hostilidade e discriminação a ponto de se tornar servidor dos outros seminaristas. Dispensado dos impedimentos canônicos, no dia 14 de junho de 1851 foi ordenado, mas continuou sofrendo a discriminação. Aos 18 de junho de 1851 foi enviado a Três Pontas com o ofício de vice-pároco. A inicial resistência se tornou, visto seu amor a Jesus, uma autêntica veneração por parte dos paroquianos. Tornou-se pároco de Três Pontas onde permaneceu por mais de cinquenta anos, até sua morte em 23 de setembro de 1905. Sua beatificação aconteceu no dia 14 de novembro de 2014 em Três Pontas.

Santo do Dia

23 de setembro São Pio de Pietrelcina, Presbítero (1887-1968)

Francesco Forgione, seu nome de batismo, nasceu em Pietrelcina, Itália. Ao ingressar no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, recebeu o nome de Frei Pio. Seus frequentes problemas de saúde e as orações diante do Crucifixo fizeram crescer nele a missão de acolher o sofrimento do povo, sobretudo ao receber em suas mãos os sinais das chagas do Crucificado. Padre Pio também motivou e acompanhou a construção de um grande hospital, chamado Casa Alívio do Sofrimento. Como eminente diretor espiritual, entregou-se ao ministério da confissão para aliviar os sofrimentos do coração de seus fiéis. Foi canonizado pelo Papa São João Paulo II, em 2002.

Santo do Dia

21 de setembro São Mateus, Apóstolo e Evangelista

Mateus, o publicano, chamado também Levi (Mc 2,14; Lc 5,27), passou de cobrador de impostos a discípulo do Mestre, que lhe dissera: “Segue-me” (Mt 9,9). O banquete que festejou sua vocação é o sinal do amor misericordioso de Jesus, que chama os pecadores à penitência e celebra sua reconciliação com o Pai (Lc 5,27-32). No seu Evangelho, redigido para a comunidade judaico-cristã, o Cristo se manifesta como o mestre e o fundador do novo Israel que promulga a justiça nova do reino dos céus centrada no amor. É o Evangelho da Igreja, constituída sobre a fé de Pedro, chamada a ser sacramento de reconciliação e de encontro entre Israel e todos os homens. Sua memória em 21 de setembro é feita pelo Martirológio Jeronimiano (séc. VI).

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