10 de setembro
São Nicolau de Tolentino, Presbítero
(1245-1305)
Nasceu em Sant’Angelo in Pontano, Itália. Seus pais, já idosos e sem conseguir ter filhos, fizeram uma promessa a São Nicolau de Mira (ou de Bari). Ao receberem a graça do herdeiro, batizaram-no em homenagem ao santo protetor.
Demonstrando forte inclinação à vida mística e de desapego desde a infância, ingressou na comunidade dos agostinianos ainda jovem. Impressionado pelo sermão de um monge sobre a transitoriedade do mundo, fez seus votos perpétuos e foi ordenado sacerdote por volta de 1270.
Em 1275, foi enviado para a cidade de Tolentino. A região enfrentava violentos conflitos políticos civis. Com sua fala mansa, alegre e acolhedora, São Nicolau converteu criminosos e reconciliou famílias desunidas.
Passava extensas horas no confessionário e visitava diariamente os doentes, os pobres e os encarcerados.
Teve uma famosa visão mística na qual as almas do purgatório lhe mostraram o sofrimento que enfrentavam, suplicando por suas orações. Nicolau passou a oferecer missas diárias e sacrifícios em sufrágio dessas almas, tornando-se o grande intercessor delas.
Durante uma grave enfermidade, recebeu uma visão da Virgem Maria. Ela o orientou a comer um pedaço de pão molhado em água benta, o que o curou instantaneamente. A partir desse episódio, ele passou a abençoar e distribuir pequenos pães para curar os enfermos, tradição mantida até hoje nas igrejas agostinianas.
Faleceu em 10 de setembro de 1305. Quarenta anos após sua morte, seu corpo foi exumado e encontrado completamente incorrupto. No momento da exumação, seus braços sangraram espontaneamente, e o sangue jorrado tornou-se relíquia milagrosa por toda a Europa. Ele foi solenemente canonizado pelo Papa Eugênio IV em 1446, tendo mais de 300 milagres oficialmente documentados em seu processo.