3 de janeiro Santíssimo Nome de Jesus

O Santíssimo Nome de Jesus, invocado pelos cristãos desde os tempos apostólicos, foi introduzido no uso litúrgico a partir do século XIV. São Bernardino de Sena foi o grande propagador dessa devoção. A festa, aprovada para a Ordem dos Franciscanos (1530), foi estendida a toda a Igreja sob o pontificado de Inocêncio XIII (1721).
2 de janeiro Santos Basílio Magno e Gregório Nazianzeno, Bispos e Doutores da Igreja († 379 e 389)

São Basílio nasceu Cesareia de Capadócia, atual Kaysery, na Turquia, no ano 330. Eleito bispo de sua cidade natal em 370, foi uma das figuras mais significativas da Igreja no século IV. Extraordinário guia de seus fiéis, tenaz defensor da fé e da liberdade da Igreja, promotor da liturgia, a ele é atribuída a anáfora que leva o seu nome; é autor fecundo no campo teológico, homilético e ascético. Faleceu em 1° de janeiro de 379.
São Gregório nasceu Nazianzo, atual Nemisi, na Turquia, em 330. Partilhou com o amigo São Basílio a formação cultural e o fervor místico. Foi eleito patriarca de Constantinopla em 381. Grande teólogo e homem de governo, revelou em suas obras oratórias e poéticas a inteligência e a experiência do Cristo vivo e operante nos santos mistérios. Faleceu em 25 de janeiro de 389 ou 390.
1º de janeiro Santa Maria, Mãe de Deus

Na Oitava do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo e dia da sua Circuncisão, a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, que no Concílio de Éfeso os Padres aclamaram como “Theotókos”, porque nela o Verbo se fez carne e habitou entre os homens o Filho de Deus, príncipe da paz, a quem foi dado o Nome que está acima de todos os nomes.
31 de dezembro São Silvestre I, Papa (285-335)

São Silvestre viveu na época de transição entre as últimas perseguições e a era da paz inaugurada pelo imperador: Constantino. Foi por vinte anos Bispo de Roma (314-335). Sob seu pontificado, celebrou-se o grande Concílio Ecumênico de Niceia (325), que proclamou, contra a heresia ariana, a fé na divindade de Cristo, Verbo consubstancial ao Pai. Organizador da vida eclesiástica romana, promoveu a construção das primeiras grandes basílicas. Seu sepultamento em 31 de dezembro no cemitério de Priscila, na Via Salária, é lembrado na “Depositio Episcoporum” (354).
30 de dezembro São Félix I, Papa e Mártir († 274)

São Félix I foi o 26º Papa da Igreja Católica, governando entre os anos de 269 e 274. Sua trajetória é marcada pela defesa da doutrina cristã e pelo apoio aos mártires em um período de perseguição sob o Império Romano.
29 de dezembro São Tomás Becket, Bispo e Mártir (1117-1170)

São Tomás Becket nasceu em Londres, Inglaterra, por volta do ano 1118. Homem de governo e de grande integridade moral, foi chanceler de Henrique II e, depois, Arcebispo de Cantuária (1162). Resoluto defensor da liberdade da Igreja contra as ingerências do poder civil, enfrentou muitas provações e o exílio na França durante seis anos. Repatriado, sofreu o martírio em sua própria catedral, em 29 de dezembro de 1170.
Sagrada Família, Jesus, Maria e José

O período do Natal nos leva a meditar sobre a Sagrada Família de Nazaré, exemplo para todas as famílias cristãs. Cristo quis entrar em nossa história pela porta da família, para resgatá-la dos estragos que o pecado original deixou também nela e santificá-la.
28 de dezembro Santos Inocentes, Mártires

Os Santos Inocentes, que dão testemunho de Cristo, não com palavras, mas com o sangue, lembram-nos que o martírio é dom gratuito do Senhor. As vítimas imoladas pela ferocidade de Herodes pertencem, juntamente com Santo Estêvão e com o evangelista São João, ao cortejo do rei messiânico e lembram a eminente dignidade das crianças na Igreja. A memória deles aos 28 de dezembro é recordada no Martirológio Jeronimiano (séc. VI).
27 de dezembro São João, Apóstolo e Evangelista

Filho de Zebedeu (Mc 1,20; Mt 4,21), irmão de Tiago, o Maior (Lc 5,10), discípulo de São João Batista (Jo 1,35-41), foi um dos primeiros a passar para o seguimento de Jesus. É o discípulo predileto que, na última ceia, reclinou a cabeça no peito de Jesus (Jo 13,23-25). Testemunha da transfiguração (Mt 17,1) e da agonia do Senhor (Mc 14,33), está presente ao pé da cruz, onde Jesus lhe confia a Mãe (Jo 19,26-27). Junto com Pedro, viu o sepulcro vazio e acreditou na ressurreição do Senhor (Jo 20,1-9). Evangelista teólogo, penetra profundamente o mistério do Verbo feito homem, cheio de graça e de verdade (Jo 1,1-14). Na primeira carta, cume de toda a teologia sapiencial, dá-nos a mais alta definição da divindade: Deus é amor (1Jo 4,8). Exilado na ilha de Patmos, foi arrebatado em êxtase no dia do Senhor (Ap 1,9-10) e teve as visões que descreveu no Apocalipse, último livro do Novo Testamento. Sua memória em 27 de dezembro é lembrada num “Breviário” siríaco do fim do séc. IV e no Martirológio Jeronimiano (séc. VI).
26 de dezembro Santo Estêvão, Diácono e Protomártir

Santo Estêvão é o primeiro dos mártires de Cristo e um dos sete que os Apóstolos escolheram para o serviço da comunidade, porque era “cheio de fé e do Espírito Santo” (At 6,5). Nele se realiza de modo exemplar a figura do mártir como imitador do Cristo; ele contempla a glória do Ressuscitado, cuja divindade proclama, entrega-lhe seu espírito e perdoa aos que o apedrejam (At 7,55-59-60). Saulo, testemunha do apedrejamento (At 8,1), dele acolherá uma herança espiritual, tornando-se Apóstolo das nações. A sua memória em 26 de dezembro é lembrada num “Breviário” siríaco do fim do séc. IV e no Martirológio Jeronimiano (séc. VI). Dele faz a menção também o Cânon Romano.