1º de junho São Justino, Mártir († 165)

1º de junho
São Justino, Mártir
(† 165)

São Justino nasceu de pais pagãos em Neápolis, na Samaria, por volta do ano de 103. Recebeu boa educação e se dedicou ao estudo da filosofia, mas sempre com um objetivo em mente, que era adquirir o conhecimento de Deus. Buscava este conhecimento entre as escolas de filosofia em disputa, contudo sempre em vão, até que enfim o próprio Deus saciou a sede que Ele mesmo despertara. Certo dia, enquanto Justino caminhava pela orla do mar, meditando sobre o conceito de Deus, um ancião apareceu em seu caminho e lhe perguntou sobre o assunto de suas dúvidas, e quando levou Justino a confessar que os filósofos nada ensinavam de indubitável sobre Deus, contou-lhe sobre os escritos dos profetas inspirados e daquele Jesus Cristo que anunciavam, e rogou que buscasse a iluminação e o entendimento através da oração.

As Escrituras e a constância dos mártires cristãos levaram Justino da escuridão da razão humana para a luz da fé. Com seu zelo, viajou à Grécia, Egito e Itália, conquistando muitos para Cristo. Elaborou uma síntese do pensamento cristão em seus escritos, dos quais nos restam apenas dois: “Apologias” e o “Diálogo com Trifão”. Abriu em Roma uma escola onde realizava para o público “mesas redondas” sobre problemas religiosos. Defendeu a Igreja contra os ataques dos pagãos e pagou com o próprio sangue sua fidelidade a ela. É o porta-voz da Igreja preocupada em ir ao encontro do mundo e em abrir com ele um diálogo, para levá-lo a conhecer a Boa-nova que é Cristo. Na formação dos catecúmenos, ou seja, daqueles que aspiravam a tornar-se cristãos, preocupava-se com mostrar o vínculo secreto entre Batismo e Eucaristia.

Em Roma, selou seu testemunho com o próprio sangue, cercado pelos discípulos. “Por acaso achas”, disse o prefeito a Justino, “que ao morrer entrarás no Céu, e serás recompensado por Deus?”. “Não acho”, foi a resposta do santo; “sei”. Naquela época, como agora, havia muitas opiniões sobre a religião, mas apenas uma correta – a certeza da fé católica. Esta certeza deveria ser a medida de nosso zelo e de nossa confiança.

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