A Igreja tem um novo
Bem-aventurado
Nazareno Lanciotti - Presbítero e Mártir
(1940-2001)
Foi beatificado este sábado, 13 de junho, o Padre Nazareno Lanciotti, missionário italiano que viveu e foi martirizado no Brasil. A cerimônia que elevou o religioso aos altares realizou-se em Jauru – Mato Grosso. A celebração foi presidida pelo Prefeito Emérito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, Card. João Braz de Aviz.
Padre Nazareno nasceu no dia 3 de março de 1940, em Roma, no seio de uma família humilde e cristã. Ingressou muito jovem no seminário, onde estudou Filosofia e Teologia. Foi ordenado sacerdote em 29 de junho de 1966. Até 1971, serviu como pároco auxiliar na Paróquia de São João Crisóstomo, em Roma. Após conhecer a Operação Mato Grosso, em 1971, com a permissão de seu bispo, viajou para o Brasil, para o estado de Mato Grosso. No ano seguinte, estabeleceu-se em Jauru – MT, no extremo noroeste do Brasil, na fronteira com a Bolívia, onde iniciou um frutífero apostolado servindo a toda população, sustentado pela Eucaristia e pela devoção à Virgem Maria.
Superando inúmeros obstáculos, despertou a fé de jovens e adultos por meio do Movimento Sacerdotal Mariano. Todos os anos, durante os festejos de Carnaval, promovia retiros espirituais com os membros do movimento.
Em 1973, fundou o Asilo Coração Imaculado de Maria. Preparou um centro de catequese, facilitando o ensino da religião para as crianças. Lutou pela construção de um hospital, pois se comovia com o número de crianças que morriam na região.
Prestativo e visionário, em 1974 iniciou a construção da Igreja Nossa Senhora do Pilar. A inauguração foi celebrada no ano seguinte. Em razão do aumento no número de fiéis, durante algumas missas e cerimônias era necessário utilizar os arredores da igreja. Contudo, para atender melhor à comunidade, Padre Nazareno decidiu criar o Santuário Imaculado Coração de Maria.
Em 1981, ajudou a fundar o Seminário Menor em Jauru, disponibilizando um centro de treinamento. Em 1988, foi nomeado responsável nacional do Movimento Sacerdotal Mariano (MSM).
Também se dedicou aos mais pobres e se engajou na luta contra várias formas de injustiça e opressão, como a prostituição e o tráfico de drogas. Seu trabalho pastoral revelou-se incômodo e na noite de 11 de fevereiro de 2001, enquanto terminava o jantar com alguns colaboradores, foi gravemente ferido por dois criminosos encapuzados que entraram em sua casa. Faleceu em 22 de fevereiro, aos 61 anos.