22 de julho
Madre Leônia Milito - Serva de Deus
(1913-1980)
Madre Leônia Milito, no batismo Maria Milito, nasceu no dia 23 de junho de 1913, na comuna de Sapri, na Itália. Vinda de uma família de cristãos praticantes, logo seguiu o chamado de Deus, se tornando missionária ainda na adolescência. Tinha inúmeros talentos, entre eles: tocar piano, bordar e costurar, mas o que chamava a atenção era a sua liderança cristã e sua assídua participação na sociedade sempre em prol dos mais pobres.
Aos 21 anos, enfrentando resistência dos pais e irmãos quanto à sua religiosidade, fugiu de casa rumo a Nápoles, onde foi recebida como postulante no Instituto das Pobres Filhas de Santo Antônio.
Em dezembro do mesmo ano, ingressou no noviciado, recebendo o hábito religioso franciscano e o nome Leônia. Ao final do noviciado se tornou formadora das postulantes e noviças.
Em 1946, adquiriu um antigo monastério, se dedicando à formação das futuras religiosas, sendo nomeada pelo Instituto das Pobres Filhas como superiora da comunidade e mestra das noviças e postulantes. Neste local coordenou diversas obras, como atividades pastorais, cursos de artes manuais, pensionato estudantil para jovens, escola de ensino fundamental e o colégio interno para meninos órfãos da Segunda Guerra Mundial.
Em 1957, após sua saída do Instituto das Pobres Filhas, Dom Geraldo Fernandes, Arcebispo de Londrina, foi encarregado pelo instituto para acompanhá-la no Brasil, inaugurando com a religiosa no ano seguinte, a Congregação das Missionárias de Santo Antônio Maria Claret, que tinha como missão evangelizar e ajudar os pobres e mais necessitados.
Nos 22 anos que esteve à frente da congregação, ela abriu quase 100 casas e realizou mais de 100 obras nos cinco continentes.
No dia 22 de julho de 1980, Madre Leônia estava a caminho de Maringá, quando uma carreta invadiu a pista contrária e acertou o carro em que viajava com as irmãs Ana, Tarcísia Gravina e Eucarística, cofundadoras da congregação. Madre Leônia foi a única vítima fatal desse grave acidente.