19 de julho Madre Vitória da Encarnação – Serva de Deus (1661-1715)

19 de julho
Madre Vitória da Encarnação - Serva de Deus
(1661-1715)

Vitória Bixarxe nasceu em Salvador – Bahia, no dia 6 de março de 1661. Era filha de um oficial português muito famoso e importante no Brasil colonial chamado Bartolomeu Nabo Correa e de Dona Luisa Bixarxe. Seu pai, muito cristão, sempre desejou que suas filhas ingressassem numa ordem religiosa. Só que a filha Vitória, nunca consentiu dizendo que seria melhor lhe cortarem a cabeça do que ingressar num convento. A jovem Vitória, no entanto, começou a ter diversas experiências místicas como sonhos com a Virgem Maria e Jesus Cristo sempre aludindo à ideia de vocação religiosa. Até que ela sonhou com um navio em alto mar repleto de pessoas sofrendo, sujas e malcheirosas no porão… Ao passo que na parte superior do navio havia pessoas felizes e em harmonia. O sofrimento e o gozo celestial representado no navio causaram tamanho impacto na jovem Vitória que ela não hesitou e pediu ao pai para ingressar no Convento do Desterro (primeiro convento feminino do Brasil). E ela então ingressou no dia 29 de setembro de 1686.

No seu desejo de se assemelhar ao Salvador era profundamente caridosa, humilde e obediente. Era a religiosa que mais fazia penitência chegando flagelar-se excessivamente durante as madrugadas diante do sacrário. Tinha muitas experiências místicas: visões de Nosso Senhor carregando a cruz, dons de profecia, dons de cura, visões das almas do purgatório além de um combate espiritual incessante contra o demônio que lhe aparecia sob diversas formas.

A principal virtude da Madre Vitoria era a sua caridade. Num contexto de desvalorização da mulher e numa clausura ela conseguiu ajudar muita gente pobre de Salvador sem sair do convento. De família rica, doava tudo que tinha aos pobres inclusive a sua própria cama passando a dormir no chão.

Sua caridade excedeu a de todas as religiosas de seu tempo, preocupou-se com os pobres e doentes quando muitos viravam-lhes as costas. Ela via na alteridade o próprio Jesus.

Após 29 anos de clausura e de total consagração de sua vida à Cristo e ao próximo, faleceu no dia 19 de julho de 1715, acompanhada do padre e das irmãs que a assistiam. No momento de sua morte as religiosas disseram ter sentido uma maravilhosa fragrância de rosas a inundar as dependências do mosteiro.

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