Papa reconhece virtudes heroicas de religiosa brasileira

Na quinta-feira, 22 de janeiro, o Santo Padre Leão XIV recebeu em audiência Sua Eminência o Cardeal Marcello Semeraro, Prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos. Durante a audiência, o Sumo Pontífice autorizou o mesmo Dicastério a promulgar o decreto relativo às virtudes heroicas da Serva de Deus Madre Maria Imaculada da Santíssima Trindade.

Madre Maria Imaculada da Santíssima Trindade, conhecida carinhosamente como Mãezinha, nasceu em Jacutinga – MG, em 8 de julho de 1909, mas viveu sua infância e adolescência em Maria da Fé – MG. Recebeu o nome de Maria Giselda Villela. De temperamento vivo, forte e determinado, mas dotada de um grande coração, era a alegria da família. Por volta de 1914, sofreu um coice de cavalo na região da virilha da perna esquerda. A ferida evoluiu para um tumor maligno, que a fez sofrer ao longo de toda a vida.

Cursou o Magistério em Itajubá – MG. Apesar da saúde frágil, foi admitida no Carmelo de Santa Teresinha do Menino Jesus, em Campinas – SP, no dia 29 de novembro de 1930. Em 12 de abril de 1931, recebeu o hábito religioso, passando a chamar-se Irmã Maria Imaculada da Santíssima Trindade. No dia 13 de abril de 1932, emitiu a Profissão de Votos Temporários e, em 13 de abril de 1935, realizou a Profissão Solene.

Em agosto de 1936, foi eleita subpriora do Carmelo de Campinas, função que exerceu até outubro de 1943, quando foi enviada, juntamente com três irmãs, para a fundação do Carmelo da Sagrada Família, em Pouso Alegre – MG.

Diante das dificuldades próprias do início da fundação, as três irmãs retornaram ao Carmelo de Campinas, enquanto ela permaneceu sozinha com as noviças.

Sem recursos, decidiu enfrentar a construção do mosteiro, confiando na ajuda da Providência Divina. As obras tiveram início em 1954 e, em 1957, as irmãs mudaram-se para as novas instalações, onde apenas o essencial estava concluído. Com pequenas interrupções, a construção estendeu-se por 30 anos, sendo finalizada em 1984. Mesmo diante de tantas atividades, jamais descuidou da vida contemplativa própria do Carmelo.

As irmãs e o povo de Pouso Alegre passaram a chamá-la de “Mãezinha”, em razão de sua postura maternal e do fiel cumprimento dos votos religiosos, vivendo intensamente a espiritualidade da Ordem dos Carmelitas Descalços.

Preparou a fundação do Carmelo de São José, em Campos – RJ, missão que consumiu suas últimas forças. Faleceu em 20 de janeiro de 1988.

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