19 de julho Santa Macrina, a Jovem, Virgem (327-379)

19 de julho
Santa Macrina, a Jovem, Virgem
(327-379)

Santa Macrina era a filha mais velha de dez irmãos. Nasceu na Cesareia, na Capadócia, outrora um reino independente e Província do Império Romano a partir do ano 14. Sua família pertencia a um segmento da aristocracia helenizada da Ásia Menor que prontamente aceitou o cristianismo.

Versada nas Sagradas Escrituras, retirou-se para levar uma vida solitária no mosteiro de Annesi, no norte da Turquia, antes propriedade de sua família. Santa Macrina era originária de uma família muito rica da Capadócia, era dotada de dotes naturais, afirmava seu irmão Gregório de Nissa, o que sua mãe aproveitou para ensinar-lhe as Sagradas Escrituras, onde encontrou terra fértil. Com o decorrer do tempo, ela amassava o trigo para a Eucaristia. Era submersa em Deus e zelosa com os pobres, aos quais distribua roupas e alimentos.

Santa Macrina e outras virgens foram consideradas verdadeiros pilares do cristianismo. Garantiam a pureza original do pensamento cristão. Ela possuía uma excelente bagagem intelectual: conhecia autores cristãos, como Orígenes, ademais, lia as obras dos irmãos.

Contribuiu na educação de seus irmãos, influenciando-os muito, três dos quais também se dedicaram à Vida Contemplativa. São Gregório diz que a irmã o levou a desprezar o orgulho de seu conhecimento e o levou ao caminho da humildade. São Basílio, que havia estudado retórica em Atenas, após longo período de estudos, retorna um hábil retórico.

A influência de Santa Macrina, juntamente, com seu irmão Basílio, foi notável. Desde o mais idoso, ela retransmitiu as tradições da Igreja da Neocesareia de forma relevante, incluindo as mudanças do origenismo de seu apóstolo.

Através da história sobre sua vida, também podemos observar a atuação de uma mulher como líder intelectual de sua família. Como guia espiritual e protetora ela era a “mestra”, a senhora. O modelo de Santa Macrina ajudou a fortalecer uma ideia corrente da época, de que as mulheres Consagradas eram um repositório de valores para as comunidades cristãs.

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